quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Tolerância Religiosa “Fail”



“Morte a estes porcos infiéis” – Líder islâmico no séc. XII
“Matar um infiel não é pecado, é o caminho para o paraíso”- Bispo católico no séc. XI

O Art. 5º, inciso VI da constituição brasileira descreve como inviolável a liberdade de crença, legalizando o livre exercício dos cultos religiosos. Uma idéia justa, mas que mesmo no Brasil encontra obstáculos, porém fora do nosso país, a intolerância religiosa assume proporções muito diferentes.
Esta semana observei dois acontecimentos que mostram a dicotomia deste tema. No dia 06 de fevereiro, o mundo pôde ver muçulmanos e cristãos se unindo em oração no centro do Cairo, manifestando sua luta por um objetivo comum, o fim da crise política no Egito.

 
Esta ação é histórica, de repente surge oportunidade de diálogo, de convívio em paz, de evangelismo a um grupo fechado, um “tijolo” a mais na construção pacífica entre crenças, muitas aspirações, inspirações e possibilidades são esboçadas em um só momento. No entanto, dois dias depois, outra manchete nos devolve bruscamente à realidade e à gravidade da situação. Em Temanggung, cidade da Indonésia, um grupo islâmico considerou alguns panfletos cristãos ofensivos ao islã e o missionário que as distribuía foi condenado a 05 anos de prisão. A pena pareceu suave demais aos radicais, que exigiam a morte do missionário com manifestações públicas, que também não foram proporcionais ao ódio, o grupo de 1.500 pessoas saqueou e incendiou igrejas cristãs isoladas do caso até então e por mais absurdo que pareça este caso foi considerado “leve” em relação aos linchamentos e atos violentos nesta região. 




Apesar deste acontecimento recente, o grupo radical só jogou mais lenha em uma fogueira que queima há séculos. O ódio religioso plantado por gananciosos, fanáticos, mentirosos e radicais há séculos gera “frutos” sanguinários que atravessam leis, países, princípios e gerações, nos lembrando que acontecimentos como os do dia 06 em Cairo são a extrema raridade no meio de tanta hostilidade gratuita.
Conseguiu perceber o privilégio de ser cristão no Brasil? Apesar de ainda haver uma intolerância aqui e a lei ser tão falha em sua aplicação, a escala é muito menor do que vemos em inúmeras ocorrências estrangeiras, existe liberdade e, portanto a grande responsabilidade de expressar o amor gratuito que Cristo nos deu e ensinou. Quanto aos povos oprimidos, o que nos resta é a oração.

Que a tolerância esteja com vocês.



2 comentários:

  1. Acredito que devemos ser amorosos com aqueles que porventura ainda não tenham o conhecimento de Cristo. Tolerante nesse sentido pra mim seria misericordioso. Todavia algo me deixou encucado:

    (...)o mundo pôde ver muçulmanos e cristãos se unindo em oração no centro do Cairo, manifestando sua luta por um objetivo comum, o fim da crise política no Egito(...)

    E fiquei me perguntando: estavam orando para quem?
    Até onde eu sei a crença cristã e a mulçumana são absolutamente incompatíveis, como também o budismo, xintoísmo e etc.
    Penso que não devemos confundir tolerância com "política de boa vizinhança", do tipo, "Deus é um só" e blablabla, essa conversas ecumênicas. Penso que o único diálogo religioso que devo ter é: Ei! Quer conhecer Jesus?
    Fiquei também me perguntando: Caso aconteça alguma tragédia mundial que faça com que todos tenham um objetivo em comum, devemos todos nos unir ao estilo "imagine" dos beatles ignorando as diferenças por um bem maior?
    Caso eu esteja sendo demasiadamente "intolerante" peço perdão. Meu objetivo é só expor outro ponto de vista.
    May the Lord be with you.

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  2. Caro Hugo, obrigado pela participação...
    Eu entendo a sua preocupação, que por sinal também é minha, o ecumenismo pode ser um risco à verdadeira fé em Cristo!
    O comentário em destaque pode ter sido parcial de minha parte, mas eu quis afirmar a possibilidade de cristãos e muçulmanos dividirem o mesmo solo com a ausência de violência. Como cristão não apoio nem vejo nenhuma vantagem a quem ore por outro nome que não seja o nome de Cristo, mas uma aproximação pacífica pode abrir muitas portas de evangelismo, uma relação pacífica e amorosa, sem se qualificar como unida em fé.
    Espero ter esclarecido a afirmação, que a paz esteja com você!

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